Policial que ficou paraplégico após reagir a assalto se torna bombeiro voluntário em Sobradinho

Jean Cássio de Vargas, de 29 anos, já havia ganhado um carro adaptado nesta semana.

Ele foi atingido por dois tiros em assalto a ônibus em junho do ano passado.

Soldado se tornou bombeiro voluntário em Sobradinho Brigada Militar / Divulgação A missão de Jean Cássio de Vargas como soldado não acabou.

Após perder os movimentos das pernas ao reagir a um assalto a ônibus em Porto Alegre, em junho do ano passado, ele aceitou o convite da Brigada Militar, nesta sexta-feira (15), e se tornou bombeiro voluntário em Sobradinho, na Região Central do Rio Grande do Sul. "Foi muito bom.

Percebi que, mesmo com limitação, ainda podemos contribuir para a sociedade", diz Jean. O policial, agora bombeiro, precisa da ajuda de cadeira de rodas para se movimentar.

Uma dificuldade física agravada pela questão emocional, já que Jean era da Ronda Ostensiva (Rocam), o pelotão de motos do 9º Batalhão da Brigada Militar. Mas as limitações começaram a ser atenuadas nesta semana.

Colegas e pessoas da comunidade de 14 bairros da Capital juntaram dinheiro para comprar e presenteá-lo com um carro adaptado. "É bem diferente, mas estou conseguindo aprender facilmente.

Mais um avanço na independência e mobilidade", garante. O trabalho entre os bombeiros será mais administrativo.

Como o Corpo de Bombeiros Militar mais próximo fica a 45 km de distância, os voluntários ficam de prontidão em suas casas para quando alguma ocorrência acontecer. "Eles saem na hora para efetuar o atendimento.

Já a parte administrativa que me incumbiram é online, podendo ser feita de casa através de navegador de internet.

Tenho algumas fichas de novos voluntários aqui que estou cadastrando", relata. O soldado Jean atuará em outra função e precisará demonstrar habilidades em outras áreas.

Mas o soldado, agora voluntário, segue sendo um soldado. Policial paraplégico ganha carro adaptado após vaquinha dos colegas de trabalho
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